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Fazer Cristo conhecido, evangelizando e discipulando estudantes do ensino Médio, Universitário e Profissionais para uma vivência prática da sua fé.

Afiliação:

O GBECA está filiado à Comunidade Internacional de Estudantes Evangélicos CIEE com a sigla em inglês IFES-International Fellowship of Evangelical Students,  Mais...

                 
A Universidade investe no Cérebro, mas a igreja Investe também no Coração (Serafim Quintino)
 
 
 
 

Cristo factor de tolerância e Inclusão

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A afirmação,“…em prol da verdade de Deus…”, sugere que existe uma verdade que não é de Deus. Dito isso, uma questão vem na mente! Como se manifesta a verdade de Deus e a que não é de Deus? A resposta é simples, e vem a seguir (no mesmo texto): a verdade de Deus se manifesta no cumprimento daspromessas feitas [por Deus, através dos profetas] aos nossos pais”.
Os humanos a partir de dados históricos podem prever certos acontecimentos que terão lugar num futuro não muito distante, e as vezes as suas previsões falham. Mas as profecias de Deus não falham.

A outra dimensão da verdade humana que é contrária a de Deus é precisamente o etnocentrismo. Na verdade ao mesmo tempo que os povos se orgulham dos seus valores tribais e/ou nacionais também se defrontam com subtil omnipresença de valores universais. Por outras palavras, os povos sempre souberam, ou pelo menos desconfiaram que além dos seus deuses/ideais tribais ou nacionais havia um Deus universal, que encarna uma ética e moral superiores.

Você pode não reconhecer Jesus Cristo como Filho de Deus, ou salvador do mundo, mas não pode deixar de reconhecer que as circunstâncias em que nasceu, a sua vida e morte configuram, uma personagem anunciada, há milénios, por muitos profetas de Israel “ mas para a terra que estava aflita não continuará a obscuridade. Deus, nos primeiros tempos, tornou desprezível a terra de Zebulom, e a terra de Naftali; mas, nos últimos tornará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, Galileia dos Gentios. O povo que andava em trevas viu grande luz e aos que vivem na região da sombra da morte resplandeceu-lhes a luz… pois, um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre seus ombro”, (cf. Isaías 9:1-2, 6)
Não pode também deixar de reconhecer que os valores éticos e morais que emanam da sua vida e obra sejam superiores a de todos os fundadores de correntes filosóficas, religiões e ideologias políticas e militares que viveram antes ou depois dele.
Jesus Cristo operou uma grande, senão mesmo a maior revolução da humanidade – a revolução do amor.

Siddhartha Gautama, fundador do budismo, considerado o primeiro «buda», termo que significa, iluminado, não foi anunciado pelos brâmanes, sacerdotes da religião hindu, anteriores a ele. O hinduísmo é para o budismo, o que o judaísmo é para o cristianismo.
Sócrates, considerado por muitos, messias da civilização ocidental, além de não ter sido anunciado por filósofos que viveram antes dele, tinha um desprezo pelos outros povos, pois tendo sido sentenciado a morte ou ao exílio, preferiu beber cicuta a ir viver entre os bárbaros.

Moisés, fundador do judaísmo, e Mohamed, do Islão recorreram a espada, para impor a sua vontade (obrigar as pessoas a segui-los), mas Cristo foi pela tolerância e perdão que persuadiu as pessoas a segui-lo.
Sempre que oiço ou deparo-me com um acto de intolerância, cultural, religiosa, política, ou de qualquer outra motivação, penso; aí estão mais alguns indivíduos que não compreendem o valor e a força do amor.

Se não tem sido, a minha oração é que doravante seja, uma pessoa tolerante para seu bem, da sua família e da comunidade em que está inserida!

Feliz natal e ano novo próspero!

Luanda, 25 de Dezembro de 2011.

Serafim Armando Quintino

Ministro Israelita para os gentios (Romanos 15:8-13)

A minha atenção foi naturalmente atraída pelo número de vezes que ocorre nesse texto, a palavra gentio, modo como os Israelitas se referiam aos outros povos. E a declaração de que “Jesus Cristo foi constituído ministro da circuncisão [dos Israelitas], em prol da verdade de Deus, para confirmar as promessas feitas aos nossos pais”.

Gentio deve ser o termo Israelita que melhor exprime o etnocentrismo daquele povo. Todos os povos do mundo são etnocêntricos! Os gregos chamavam os outros povos de bárbaros. Na minha terra natal, Luandos, usamos o termo athunda para referirmo-nos aos povos cuja língua não entendemos.

Todas essas expressões: gentios, bárbaros, athunda carregam consigo um sentimento de desprezo pelos outros povos – os gentios, bárbaros ou athunda, não têm civilização, nem moral, o seu deus é inferior!

 
     
 

O Reino dos Ceus

 

Romanos 14:13-23 mantém a linha de pensamento do texto que analisamos sob o título: “A causa dos julgamentos e desprezos na Igreja” que publicamos a semana passado.   

Inicialmente quis considerar o comentário para todo o capítulo, mas, preferi deixar essa parte, porque me interessava sublinhar o versículo que diz: “ O Reino dos Céus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria”. Do mesmo modo que, como disse o actual Presidente de Angola, “a democracia não enche barriga”, pois, ela pugna pela justiça, paz e alegria (risos)! Só foi para trazer um pouco de humor.

Gosto muito desse versículo porque é um dos poucos senão mesmo o único que dá uma clara definição do Reino dos Céus. Se encontrar algum, por favor partilhe comigo.

Na verdade, até prova em contrário, mesmo o Senhor Jesus, quando falava sobre o Reino dos Céus, ou de Deus, fazia-o em parábolas/ilustrações.

 

O reino do ceu  

Uma das dificuldades com as parábolas é que elas permitem diversas interpretações. Por isso, as vezes, mesmo quando a mensagem que ela transmite é clara, se não interessa aos ouvintes dão-na uma interpretação diferente. O que não é possível fazer com o versículo que estamos a analisar.

Aqui, o autor diz claramente que, permitam-me a criatividade, os pilares do Reino dos Céus são: a justiça, a paz e a alegria!

Ora, considerando que o Projecto de se estabelecer o Reino dos Céus na terra já conta, pelos menos no contexto do Novo Testamento, com mais de 2 mil anos, é caso para perguntar aos que se esforçam (a Igreja) por alcançar tal desiderato, que progressos foram feitos até agora?

Sim, a Igreja é um movimento social, ou se isso não lhe causa nenhum prurido aos ouvidos, um partido, que Jesus Cristo deu início para, por seu intermédio, realizar, o velho sonho de um Reino mundial de justiça, paz e alegria – um sonho acalentado por povos e civilizações de todos os tempos e lugares.

Por isso desde a sua fundação a Igreja compete com outros movimentos, sobretudo, escolas filosóficas, partidos políticos, e estados, pela hegemonia na sociedade.

A Igreja primitiva, por exemplo, se bateu pelo reconhecimento de que Jesus Cristo é o Senhor dos Senhores, e não os Imperadores Romanos. Tal como em qualquer conflicto, chega uma altura em que as partes se comprometem, isto chama-se transformação do conflicto.

A conversão de Constantino I em 312 DC, foi seguido pelo concilio de Niceia, 19 de Junho de 325, e mais tarde pelo decreto de Teodósio I que elevou o Cristianismo a categoria de religião do estado Romano.  

Seguiu-se um longo período de domínio da Igreja Católica Romana na parte Ocidental do antigo Império Romano. A experiência não foi boa, por isso surgiu, no ocidente, uma onda de protestos (e reformas) contra a hegemonia da Igreja, ou pelo menos a sua interferência em assuntos de estado, protagonizada quer por religiosos (Pedro Valdo, Martinho Lutero, John Wesley, etc.) e intelectuais (com destaque para os iluministas), cujo belo efeito foi a consagração do laicismo do estado.

De uma forma geral em África particularmente em Angola o processo de descolonização consistiu também no questionamento do espaço a reservar a Igreja!

Na sequência dessa luta a Igreja ficou confinada ás quatro paredes dos templos!

Foi proibida e ela aceitou, a não participar no sector social, e mais grave ainda ao contrário dos apóstolos e profetas de Israel, assiste calada e às vezes até é chamada a participar em actos de manifesto culto a personalidade do chefe de estado.

Ora, se por um lado aplaudo a separação entre o estado e a Igreja, pois, isto está conforme o ensino e a prática dos profetas, do Senhor Jesus e dos apóstolos, por outro lado não posso aceitar que a Igreja se cale, sobretudo o ramo protestante, que de protestante agora só ficou o nome, diante de tamanhas injustiças.

Todos os dias ouvimos nos candongueiros, as lamúrias desse povo, se bem que há muito que não ando de candongueiro, mas sei o que se diz lá… é só abrir a Rádio Eclésia ou assistirmos o ECOS&FACTOS da TPA e os canais sociais da TVZ para ouvirmos os apelos por luz e água nos musseques, para lá das linhas, como diria Agostinho Neto, e as lamentações por mais um ente querido, inocente, morto, algumas vezes por um marginal outras vezes por agentes da polícia, ambos feitos, javali e porco.

As vezes quando encontro-me com alguns cristãos sobretudo pastor de Igrejas evangélicas, digo em alta voz (para irritar mesmo), que em matéria de combate a corrupção e luta por justiça social e económica, Deus já não trabalha com a Igreja, mas, sim com os jornalistas, líderes (intelectuais) da sociedade civil e alguns políticos honestos. É claro que eles vão em defesa da dama ofendida.

Contudo, a igreja tem que recuperar (e a católica reforçar) a visão de que ela é a face de uma moeda em que a outra é o estado. Pois, geralmente os estados, controlados pelas elites, investem pouco nos pobres (musseques) e zonas afastadas dos centros de decisão.

O Senhor Jesus Cristo não recomendou que a Igreja tivesse poder político, mas disse, pelo exemplo, que ela deve lutar pela justiça, paz e alegria…Isto é pelo Reino dos Céus.

Luanda, 12 de Dezembro de 2011.

Serafim Armando Quintino

 

 

 

Dívidas: o que diz a Bíblia sobre isso?

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Dívida e amor são, sem dúvidas as palavras-chaves do texto que vamos analisar hoje (Rm:13:8-22).

 Já ouvi um sem número de vezes ambas palavras. Também já passei horas a fio a discutir com amigos o conceito amor. Mas confesso que nunca pensei filosófica e teologicamente sobre o conceito dívida!
 
Quando li “ a ninguém fiqueis a dever coisa alguma, senão o amor”, pus o dedo sobre o nariz e pensei: dívida é tão pecado quanto adultério, homicídio, roubo, falso testemunho, cobiças, etc? (vide Rm 13:9).Pois, raras vezes os pregadores e professores de escolas dominicais ensinam sobre o assunto. O pouco cuidado que tenho tido para não contrair dívidas vem da cultura, do ensino dos pais, tutores, enfim da sociedade, mas não do ensino da Igreja. Mas agora, aqui diante de mim, há uma clara proibição para não contrair dívidas. 

Quando era mais jovem gostava de ler o livro de provérbios. Achava-o muito útil para as minhas ambições, queria ser sábio!
E naquele livro encontrava muitos conselhos práticas, por exemplo, não estejas entre os que se comprometem e ficam por fiadores de dívidas, pois se não tens com que pagares, porque arriscar perderes a cama de debaixo de ti?” (Pv 22:26), que me ajudaram a afirmar a minha personalidade.

 

Não sou um poço de virtudes, mas reconheço que o temor a Deus e a leitura constante da Bíblia moldou positivamente o meu carácter.Lembro-me que na tropa muitas vezes era alvo de chacota, dos outros, porque sabiam que tinha tomado a decisão de não me envolver com uma mulher senão com aquela que seria a minha esposa (cf. Pv 5:1-23); atenção, ainda não frequentava a Igreja!

Li também em Provérbios, um versículo, que me marcou profundamente, mas que nunca mais encontrei. É verdade, nunca mais encontrei nos termos em que o li naquela Bíblia, que minha mãe me oferecera e meu comandante mandou queimar quando um dia me encontrou a lê-la. Mandou queimar também um pedaço da Republica de Platão! Esses livros em plena guerra-fria eram proibidos nos países que ensinavam o materialismo e ateísmo como base ideológica para   “edificar uma pátria socialista”. O versículo dizia, se queres ser famoso para sempre construa uma cidade. Esse versículo e a promessa que fiz ao meu avó, soba Kabha Kambudi são a força que me move a transformar a minha terra natal.

Bem, voltando a vaga fria! Dívida é um conceito económico, talvez deve ser por isso que a Igreja não prega muito contra ela, mas se isto for verdade, falha, pois tem implicações sociais, morais e até espirituais muito graves. Deve ser por isso que Apóstolo Paulo exorta os cristãos, a não ficarem a dever coisa alguma, senão o amor.

  A dívida é tão séria que para livrar da escravatura os filhos da viúva de um discípulo de profetas, Eliseu teve que fazer um milagre (2 Rs 4: 1-7) e o Senhor Jesus incluiu-a na oração dominical padrão (Mt. 6:12) e em várias ilustrações da relação entre os humanos e o reino dos céus (Mt. 18:27).

A dívida é um atentado a vontade de Deus, pois, por ela, um indivíduo ou povo perde a sua liberdade. O devedor torna-se escravo do credor, mas Deus quer que as pessoas e os povos sejam economicamente autónomos, por isso ordenou a Israel que praticasse o empréstimo sem juros e o Jubileu regular cancelando eventuais dívidas.

Portanto o Apostolo Tiago tem razão quando diz que o dinheiro é a raiz de todo mal, nisto reside o mal: as pessoas têm tendência de reter as coisas dos outros, sobretudo o dinheiro, pelo que, evitar as dívidas, mesmo ao nível de estados é uma forma de procurar a paz com todos (cf. Rm 12:18). O que é a mais valia senão o dinheiro que o empregador retém do salário do empregado (vide o Capital de Karl Marx). Os profetas e os apóstolos insistiam que os empregadores não deviam reter o salário dos trabalhadores, sobretudo, os jornaleiros/ocasionais para que não dormissem com fome. Como isso vai entre nós?
Por: Serafim Quintino 4 de Dezembro de 2011

 
 

A maldade deve ser combatida

 

Nossa reflexão hoje (29.11.2011) é sobre Romanos 13:1-7.

Geralmente os editores das Bíblias atribuem a essa passagem os seguintes títulos: Submissão a(s) autoridade(s) e obediência a(s) autoridade(s), passando, talvez influenciados pelos primeiros 2 versículos a ideia de que a principal preocupação do autor está na obediência as autoridades.

Porém, se continuarmos a leitura com a preocupação de encontrar coerência entre os versículos que falam da necessidade de se obedecer as autoridades e o contexto, isto é os versículos antes e depois notaremos que a ênfase não está na obediência, mas sim em inibir o mal – a palavra chave é a palavra ‘mal’.

Só mesmo no texto em análise a palavra mal aparece três vezes e na parte final do capítulo 12, que começa com a expressão “detestai o mal”, a palavra mal ocorre cinco vezes.

Além disso o texto deixa bem claro que as autoridades foram constituídas para punir os malfeitores, suponho que não há excepção, portanto a preocupação é combater o mal e não obedecer as autoridades.

maldade  

Por isso à luz desse texto faz todo sentido que sejam denunciados e punidos, tanto o chamado cidadão comum que rouba uma galinha e o outro cujo nome é antecedido da expressão Sua Excelência, mas que rapina e oprime todo o povo.  

Todavia, quando chega a hora de se abordar a relação entre os cristãos e o estado, sobretudo um estado controlado por um regime injusto, muitos cristãos para acalmarem as suas consciências perturbadas por várias passagens da Bíblia que claramente ensinam que em tal situação o povo de Deus, no caso os cristãos, não deveriam se calar recorrem a Romanos 13:1-7 bem como a célebre resposta do Senhor Jesus aos Fariseus, “Dai a César, o que é de César e de Deus o que é de Deus (cf. Mt.22:21; Mc.12:17; Lc.20:25).

Contudo, como já foi dito acima, uma leitura com mente aberta, revela que mais do que obedecer a vontade/ordem de Deus, de que “todo o homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus, e as autoridades que existem foram por ele instituídas.” Muitos irmãos se apegam desesperadamente a essas passagens das escrituras por medo de perder a vida ou «o pão», conformismo ou por simples indiferença.

Ah, a indiferença, a maldita indiferença. Alguém disse, e eu subscrevo, que o contrário/antónimo do amor não é o ódio, é a indiferença. Martin Luther King coloca essa verdade nos seguintes termos: “o que mais me preocupa não é o grito dos maus é o silêncio dos bons”.

Quantas vezes, cristãos, que até se gabam de conhecer a verdade ética e moral, plasmada nos Dez mandamentos e na ordenação de “amar-se mutuamente” se calam e não movem um dedo sequer para denunciar injustiças praticadas por pessoas que aproveitando-se do facto de estarem investidos de autoridade mantém todo um povo numa situação de indigência material e espiritual. Alegando que resistir a tais autoridades é opor-se a ordenação de Deus!  

Não acredito que Nabote, que se recusou a entregar a sua vinha ao Rei Acabe (1Reis 21:1-6), Natã que denunciou os pecados do Rei Davi (2 Samuel 12:1-14), João Baptista, que denunciou Herodes (S.Marcos 6:1417) e o próprio Senhor Jesus que se recusou a ir ter com Herodes e se referiu a ele num tom deselegante (Lucas 13:31-32) terão violado Romanos 13:1-7.

 

 Luanda, 29 de Novembro de 2011.
Serafim Quintino

 

Orientado por tarefas, não por dons.

 

Hoje meditei sobre os versículos 3 e seguintes até 8.

O título que o comentador da Bíblia, que estou a utilizar deu a esse trecho é: “O devido uso dos dons espirituais”. É possível usar indevidamente os dons espirituais? Se sim, como isso se manifesta e quais são as consequências? O versículo 3, que chamou a minha atenção, coloca limites, primeiro em relação a visão/imagem que devemos ter de nós mesmos e do que somos capazes de fazer, no contexto da Igreja “não pense de si mesmo além do que convém, antes pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu…” e em segundo lugar em relaçãoao nosso desejo natural (uns mais do que outros) de estendermos ilimitadamente a nossa influencia sobre o mundo a nossa volta e instituições em que estamos integrados.
Um dos oradores que mais me tocou durante a assembleia Mundial da IFES que teve lugar este ano na Polónia foi o Vinoth Ramachandra. Ele reconfirmou uma convicção que já tinha mas que enfrentava constantemente a oposição de muitos irmãos que sempre querem «acrescentar carga ao meu camião».
Ramachandra recomendou aos presentes que fossem guiados por tarefas e não por dons. Ou seja é mais proveitoso dedicar-se a uma determinada tarefa do que em nome do reconhecimento de possuir vários dons, tentar fazer de tudo um pouco, “ … se ministério, dediquemo-nos ao ministério, ou o que ensina, esmere-se no fazê-lo…”. A verdade é que frequentemente somos tentados e as vezes aceitamos fazer muitas coisas, porque não temos a coragem de dizer não e os outros não estão dispostos a aceitar o nosso não!

 Luanda, 24 de Novembro de 2011.
Serafim Quintino

orientado por tarefas  
 

Brasas Vivas

   
brasas vivas  

Brasas vivas sobre os inimigos

 Hoje  meditei sobre o versículo 20 e arredores (de Romanos12).

A expressão “amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça”, prendeu a minha atenção. Ao primeiro ouvido, passe a expressão, fica-se com a impressão que amontoar brasas sobre a cabeça de alguém resultará em danos. Pois, a tendência natural dos humanos quando são ofendidos é, como se diz na gíria, responder pela mesma moeda. Mas me parece que não é essa a ideia que o autor do livro de Romanos pretende passar. Se não, entraria em contradição com o contexto, pois, exorta os leitores/cristãos, a não responder o mal com o mal, enfim a serem diferentes dos não cristãos.

Já visitei templos católicos, onde constatei com espanto e tristeza que algumas pessoas levam pedidos a Deus para que prejudique alguém: um(a) rival, um colega de serviço que está a impedir a sua promoção, um sócio de negócios, etc.

Não pensem os protestantes que essa é uma prática só dos católicos.

Muitos protestantes (evangélicos e Pentecostais) quando oram (mencionando diante de Deus o nome de alguém que os prejudicou) no seu íntimo acalentam a esperança de que Deus também os prejudique de alguma forma. É por isso que ouvimos com frequência, às vezes mesmo nos corredores das Igrejas, pessoas a folgarem de alegria com a desgraça de outrem.

Outro dia ouvi o testemunho de um ancião, segundo, o qual alguém roubara dinheiro da Igreja, e após orações o indivíduo morreu!  Será que era preciso tanto? Que explicação se pode dar, quando alguém é prejudicado, aparentemente, como resposta a uma oração?Voltando a nossa expressão chave «brasas visas», duas questões se colocam: Há uma ligação com a expressão «água viva»? Ocorre em outras partes da Bíblia ou essa (em Romanos 12:20) é a única vez?

Luanda, 26 de Novembro de 2011.
Serafim Quintino

 

O que é servir a Deus? Serafim Romanos

 

Um dos maiores conflictos que as pessoas travam consigo mesmas é descobrir a vontade de Deus.

O versículo 2 de Romanos 12 diz, que para compreender a vontade de Deus, que é boa e perfeita é precisa não se conformar a situação vigente, e isto se faz renovando a mente! Mas antes do autor fazer o pedido aos destinatários de não se conformarem ao status quo da sua época e sociedade, no versículo 1, pede que consintam sacrifícios!

Mahatma Gandhi inclui a adoração sem sacrifícios nos seus famosos Sete pecados capitais responsáveis pelas injustiças sociais: “ Riqueza sem trabalho; prazeres sem escrúpulos; conhecimento sem sabedoria; comércio sem moral; política sem idealismo; religião sem sacrifício e ciência sem humanismo. ”

Você acha que acordar Domingo de manhã, tomar banho, vestir a melhor roupa do seu guarda fato, ajudar as crianças a acabarem de se preparar, tomar o pequeno almoço, pegar e sacudir o pó da sua Bíblia, abrir o portão, e voltar a fechar depois do cônjuge tirar o carro do quintal ou ir para a paragem do candongueiro/táxi que levará a família até a porta da Igreja ou próximo dela.

Entrar na igreja, assentar-se confortavelmente na cadeira, trançar a perna e esperar que o mestre cerimónia ou o grupo coral iniciem o serviço do dia e depois de alguns minutos de cantos (as vezes com frenéticas palmas) e orações, ouvir o sermão, quantas vezes descontextualizado, portanto sem nenhum sentido, é algum sacrifício?!

Agora imagine, um cristão qualquer que pelo seu activismo cívico, tem que comparecer frequentemente, aos tribunais, as vezes, mesmo aos Domingos é levado pela polícia para prestar declarações em esquadras, por causa dos seus pronunciamentos mais recentes nos mídias e redes sociais, denunciando actos de corrupção e injustiça social e económica…

Um outro cristão que tem que fazer como se diz na gíria «de tripas coração» para alimentar muitas crianças órfãs que recolheu da rua para um local que construi ou paga a renda com dinheiro próprio.

E outro que as vezes tem que viajar precisamente no Domingo para participar num processo de tomada de decisão (workshop) que resultará num projecto social ou económico que contribuirá para aliviar o sofrimento ou melhorar a qualidade de vida dos habitantes de uma determinada comunidade.

Quem desses quatro cristãos te parece estar a fazer a vontade de Deus e porque?

por: Serafim Quintino

     
 

Integração de Profissionais e estudantes
Consultação da EPSA (Africa Austral)

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DDelegação de Angola a consultação de Botswana -2011 no momento de despedida 31-10-11. Da Esquerda para a direita: Anacleto Quintino, Yehovati Mavela, Paulo Chicuvi, Serafim Quintino, Graciano Tchivela, Julia Quintino e Felix Mande.

 

Realizou-se  de 27 a 31 de Outubro de 2011 em Gaberone, Botswana a 1ª Consultação sobre Integração de Profissionais  e Estudantes da Região  Africana de Línguas Oficiais Português e Inglês, da Comunidade Internaciola de Estudantes Evangélicos,  EPSA-IFES.
Baseada na 3ª prioridade da visão “Pedras Vivas” e Integração de Profissionais e Estudantes tem como base II Timóteo 2:2 “ E, o que de mim aprendeste entre muitas testemunhas, confia-o a homens fieies  que sejam idóneos para também ensinarem a outros”. Angola fez-se representar por sete delegados entre os quais o seu presidente o Ego Serafim Quintino, participou participou activamente da consultação com a tradução de alguns conteúdos, para português, apresentações de experiências de desenvolvimento local dentro da visão  missão integral do evangelho através do seu presidente, como na  partilha em momentos devocionais apresentado pelo Graciano Chivela Jamba, representando os Profissionais do GBECA na Hhuila, com o tema “transformando batalhas em banquetes”.

Para além de membros antigos, integraram a delegação do   convidaos, no caso, Amândia Yehovati, uma estudante da Universidade Metropolitana (a segunda da esquerda para direira na foto) e Anacleto Quintino (o primeiro da esquerda para direita) um profissional a trabalhar no pojecto de desenvolvimento dos Luandos, uma aldeia  no interior do muinicípio de Quissama, liderado pelo actual presidente do GBECA.  Entre os testemunhos dos participantes podemos ler os seguintes: “Fui  tocado profundamente pela forma como a questão da integridade foi abordada nesta consultação” … “Não, eu fiquei impressionado pela criatividade e  forma como estão enraizados os valores culturais no seio dos irmãos dos outros paizes” …. ”Já eu pelo  nivel de sustentabilidade que outros movimentos alcançaram”estes foram os testemunhos extraídos de um relatório síntese apresentado pelos delegados. Não faltaram testemunhos de Cristãos concorrendo para posições de liderança em outros países africanos.

A semelhança de outras delegações os irmãos elaboraram um plano de seguimento, que esperamos seja partilhado como todas as regiões do GBECA no mais curto espaço de tempo.

 


Como era de esperar, neste tipo de conferências, apesar da elevada qualidade da abordagem dos assuntos, ligados a necessidade do mentoreamento de estudantes pelos profissionais de forma a inspirar neles um sentimento de missão e serviço para Deus, família e comunidade, não faltaramactividades recreativas. Destas ficaram na memória da delegação angolana termos como “chicopocopo” que na língua local Swana, significa Helicóptero.
 O GBECA através do seu comité agradece imenso a todos quando de uma ou de outra forma têm estado a apoiar as suas actividades.

Missões de Curto Prazo

 

 

Missões de Curto Prazo, MCP, fazem parte de um sonho  antigo do Grupo Bíblico de Estudantes Cristãos de Angola, GBECA, uma associação de estudantes cristãos cuja a missão é partilhar a sua fé de mmaneira prática na sua universidade ou instituto e discipular outros cristãos de modos a transfoma-los em profissionais íntegros capazes de servir a Deus, a família e a sociedade uma vez terminada a sua formação.  Ser verdadeiramente sal e luz. Neste sentido, o GBECA procura estabelecer um equilíbrio entre o crescimento profissional, intelectual e o espiritual.

As MCP são uma parte das actividades do GBECA onde os estudantes matém uma relação prática com a realidade circundante. O objectivo é que já na fase de formação, despertemos nos estudantes o sentimento  e chamado de serviço. Assim é que muitos estudantes ja estiveram em contacto com alguma realidade do campo. Ja estiveram estudantes em Quipungu e Katala, na Huila,   Kixinge no Bengo, e Benguela.

Jesse (a esquerda)  e Ernesto(a direita), estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto em Luanda, do terceiro e quarto anos, respectivamente, foram dois estudantes que nas férias de  Julho 2011, decidiram passar duas semanas na Clinica Boavista pertecente a Solidariedade Evangélica – SOLE na cidade de Benguela. No local os dois foram divididos a dar assistencia com trabalhos no consultório e bloco operatório. Assim eles intercalaram estando cada um deles uma semana no bloco operatório e outra no consultório. Regressados a Luanda tiveram um momento de partilha de suas experiências com os demais membros do GBECA. Da sua partilha podemos destacar três coisas fundamentais: Primeiro, eles salientaram a maneira acolhedora como foram recebidos pelo Dr Afonso Morales o cirurgão da clínica e a cordialidade em que se trabalha. Em segundo lugar, chamou-lhes muita atenção o facto de terem encontrado pessoas vindas de províncias tão distantes como Cabimda, Moxico Uige e Lundas, para além de outras das províncias circunvizinhas. Isto, de acordo com a sua conclusão, demon strava claramente a falta de médicos oftalmologistas nestas províncias e consequentemente a falta de serviços visuais.Em terceiro e  último lugar foi interessante ver a desejo destes dois estudantes de se especializar neste ramo de medicina.

MCP  
Adelino Moiseis Jesse e Ernesto Octavio Ussegue
 


Quando convidado ao programa “dia a dia” da televisão pública de Angola, Jesse falou sobre o cuidado visual. Seus colégas do 6º ano interrogara-no dizendo: esta matéria so se dá no quinto ano, como voce falou delas estando no tereceiro? Jessé disse ter adquirdo estes conhecimentos durantes as férias numa MCP.

Cinco anos depois do sonho de Missões de Curto Prazo, hoje o GBECA é um canal de despertamento de vocações. Estamos na segunda quinzena de Novembro 2011 e Jessé veio  apresentar uma lista de 17 estudantes dispostas a ir trabalhar em Benguela e na Clinica do CML da Aliança Evangélica de Angola, para os interessados em Oftalmologia e Cirurgia respectivamente, aproveitando de forma positiva as próximas férias.
Esperamos que outras faculdades possam despertar para áreas como das engenharias e agronomia. Desta forma a igrejas através de seus estudantes serão, não somente um veículo do evangelho, como também de desenvolvimento cumprindo assim com a missão integral.
Desenvolvamos as comunidades com os talentos que Deus nos deu.

 
 

Ecos da Assembleia Geral da IFES na Polonia

Felix Boa noite. Espero que estejam todos de saúde. Nós chegamos bem, graças a Deus. Tenho apenas um furúnculo no labio superior mas ja vim com ele a partir de Luanda. Está inflamado desde sabado de noite.   Serafim

Ontem fomos aos famosos campos de concentração de Auschwitz e Birkanawa, onde os Nazi queirmaram em camaras de gas cerca de 6 milhões de Judeus e milhares de prisioneis de outros povos com destaque para os Polacos e Russos...  Serafim Quintino

 

Está a esvaziar aos poucos e nunca foi motivo de faltar em algum programa. A assembleia está uma maravilha, ja podem imaginar, embora nao se aproxime ao que se esta a passar aque, mais podem imaginar um lugar onde esta uma representacao consideravel do mundo. Uma novidade: a china tem 35 milhoes de estudantes universitarios! podem imaginar o peso que isso tem, angola tem apenas 16 milhoes de abitantes! wau!!!!!! Um abraço
Felix Mande (Tino)

 
 
 

Decorre a Assembleia Geral da Comunidade

Internacional de estudantes Evangélicos

Sob o lema Jesus Cristo: Senhor do Universo, Senhor da Universidade, está a decorrer na velha cidade de Cracóvia, mais concretamente no campus da universidade Jagiellonian – uma das mais antigas da Europa (séc. XV) – a assembleia-geral da IFES (International Fellowship of Evengelical Students), CIEE  Comunidade Internacional dos Estudantes Evangélicos.

A assembleia-geral da IFES ocorre em cada 4 anos, reunido estudantes, académicos e profissionais evangélicos de todo o mundo. Este tem cerca de 600 participante de 150 países.

Angola está representada por 4 delegados, nomeadamente: Serafim Quintino (presidente do GBECA), Júlia Carla Quintino (convidada), Jaime Chitende (membro do comité executivo), Félix Mande (estudante).
Em nome do Comité Directivo, agradecemos a todos  irmãos que tornaram a viagem do ir Felix possivel.

Por: Serafim Quintino  

 

Capunda Kavilongo em Alta

 

Capunda

Após abertura de actividades na comuna de Kapunda Kavilongo no mês de Abril, dia 7 de Maio  de 2011, as 8h390 a comuna testemunhou a visita do Representante da Tearfund para Angola, o Senhor Dickon .
Durante a sua estadia no local, assistiu a abertura do currículo de boas escolhas com a participação de 30 Jovens de ambos os sexos que será ministrado de 15 em 15 dias pelo activista supervisor Cláudio Mendes, reuniu no período de manha com os activistas formados em Abril, onde auscultou o trabalho que realizam junto da comunidade e da escola.

 

Em relação aos jovens que aderiram o ensino do currículo de boas escolhas, tanto o representante da Tearfund para Angola bem como o Coordenador do Projecto desejaram aos jovens que dessem o seu máximo em aprenderem o que será bom para as suas vidas.
Ainda no período de manha a equipa foram recebida na residência protocolar do Administrado   uma visita de cortesia. O Administrador local  esteve ladeado do  seu adjunto agradeceram a presença do GBECA no local e manifestaram o seu apoio total,  não   d eixando de agradecer a presença do Representante da Tearfund no local.
Esta visita, além do Coordenador do Projecto o Senhor Canda Justino, integram na caravana o Coordenador Regional do GBECA o Senhor Félix Mande, a Assistente do Projecto a Jovem Regina Félix e a Jornalista da Rádio Huíla do Programa Mensagem  de Esperança que acompanha os trabalhos do Projecto desde 2007 a Senhora Odeth Haifelengue.
Por: Canda Justino

Activistas

 

Nascer de Novo

 
  1. Preambulo
    Meio Fim

Pediram-me para abordar o tema: COMO UMA PESSOA SE TORNA CRISTÃ? Porém, vou preferir falar em como, alguém se torna filho de Deus, ou se converte a Jesus, ao invés de, como se torna Cristã.

É que o termo cristão é uma designação aparente. Foi atribuída pelos habitantes da cidade de Antioquia, aos discípulos de Jesus Cristo, porque conforme Actos 11: 26b, «…por todo um ano, se reuniram naquela Igreja [de Antioquia] e ensinaram numerosa multidão.». Por isso ser (chamado) cristão não significa ser filho de Deus – «Nem todos que me dizem Senhor, senhor, entrarão no reino do céu…», (cf. Mateus 7:21)

Não tenho aversão ao termo, até que é mais prático dizer, cristão do que, por exemplo, dizer, convertido, filho de Deus, discípulo de Cristo, se bem que esse último é o mais frequente nos evangelhos, (cf. João 1:35,36;

novo Nascimento II  

4:1,2,8,27,31,33; 6:8,12), pois era o termo utilizado na época para referir-se a alguém que segue outrem, um mestre, (cf.João 1:38) com o objectivo de aprender algo dele. Santos, é o termo mais utilizado nas epístolas, para identificar os convertidos ou discípulos de Jesus (os chamados cristãos), vide Romanos 1:7, I Coríntios 1:2, 6:2, Filipenses 4:21, I Tessalonicenses 3:13.

O conceito de que o individuo que «nasce de novo» é santo, vem do Velho Testamento, onde o povo Hebreu (Israelita) era considerado um povo santo, ou seja, um povo separado dos outros (povos) para realizar uma missão singular (especifica), (cf. Êxodo 19:16, Levítico 10:10, Deuteronómio 7:6).

Convém esclarecer que o conceito de santidade tem uma dupla aplicação. Por um lado significa que alguém foi (separado dos demais) tirado de um contexto e colocado noutro, (vide, Génesis 12:1). Esse processo acontece uma única vez e ocorre por iniciativa de Deus. Por outro lado significa purificar-se do pecado. Nesse sentido a santificação é um processo continuo e da responsabilidade daquele que Deus uma vez santificou, ou seja, separou dos demais.

2- Factores envolvidos no novo nascimento

    1. - A vontade de Deus

Ora, do mesmo modo que a santificação (salvação) de Israel foi uma iniciativa (acto voluntário) de Deus; assim também o novo nascimento é um acto da vontade de Deus. «Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de ser feitos filhos de Deus, a saber, os que crêem no seu nome; os quais não nasceram da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.», (cf. João 1:12).

Na conversa com Nicodemos, o autor reforça com as palavras do próprio Senhor Jesus, a ideia de que, tornar-se cristão é na realidade um acto espiritual em que o individuo nasce de novo, ‘… se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus… quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, o que é nascido do Espírito é espírito…’’, (cf. João 3:3-7).

No chamado sermão do monte o Senhor Jesus, repetidas vezes dirige-se aos seus ouvintes (discípulos) como sendo filhos de Deus, (cf. Mateus 5:9,16; 6:6,8,26,31; 7:11).

 O apóstolo Paulo na carta aos Efésios muda de perspectiva; coloca a conversão como um acto de ressurreição, no qual Deus, toma voluntariamente a iniciativa de devolver a vida ao indivíduo ‘‘morto nos seus delitos e pecados’’.

 ‘‘Mas, Deus sendo rico em misericórdia por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos nos nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo – pela graça sois salvos, e juntamente com ele nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus. ‘’, (cf. Efésios 2:4).

Neste sentido tornar-se cristão é também um acto de salvação, uma salvação (a operação de salvamento é) efectuada total e exclusivamente por Deus.

As duas perspectivas, a apresentada pelo Senhor Jesus na conversa com Nicodemos e a do apóstolo Paulo, têm algo em comum – a vida. A salvação é essencialmente um acto de adquirir a vida, e isso pode ocorrer que pelo nascimento como pela ressurreição.

Topo

- Testemunho dos filhos de Deus

Tal como no processo de nascimento de um bebé humano, a mulher em trabalho de partido é auxiliada por outras pessoas, se bem que ela é que deve fazer o esforço para expulsar o bebé do seu ventre, «o novo nascimento» também precisa de um certo apoio do exterior.

Sem um testemunho (pela pregação da Palavra ou boas obras) dos filhos de Deus dificilmente nascerão mais filhos a Deus.

 ‘‘… Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Como, porém invocarão aquele em quem não creram? E crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito quão formoso são os pés dos que anunciam coisas boas’’., (cf. Romanos 10:13-15).
A figura do «atalaia» ilustra muito bem o papel dos filhos de Deus em trazer mais filhos para Deus ou na perspectiva salvar mais pessoas do pecado e dos seus efeitos. ‘‘…Quando eu fizer vir a espada sobre a terra, e o povo da terra tomar um homem dos seus limites, e o constituir por seu atalaia, e vendo ele que a espada vem sobre a terra, tocar a trombeta e avisar o povo, se aquele que ouvir a trombeta não se der por avisado e … [for morte], o seu sangue será sobre a cabeça dele, mas o que se der por avisado salvará a sua vida… [agora], se eu dizer ao perverso: ó perverso, certamente morrerás, e tu não falares, para avisar o perverso do seu caminho, morrerá esse perverso na sua iniquidade, mas o seu sangue eu o demandarei de ti…’’, Ezequiel 33:1-20,

Fica claro que o indivíduo para se salvar tem que i) ouvir o aviso, a Palavra de Deus. Isto é responsabilidade do Atalaia.

 

    1. - Acontecimentos naturais ou artificiais dramáticos

 Muitas vezes o aviso que leva a conversão de um indivíduo não vem de um evangelista, mas da natureza, por exemplo, uma doença prolongada que se cura milagrosamente, ou de um acontecimento dramático, qualquer. Por exemplo, um acidente.

No livro de actos encontramos a narrativo da conversão de um carcereiro através de uma combinação de um acontecimento natural (um terramoto) e o bom testemunho de Paulo e Silas, (cf. Actos 16:27).

3.3 - Arrepender e converter
Tendo ouvido o aviso (a trombeta) o individuo tem que reagir aos estímulos exteriores, i) crer que, o que está sendo dito é verdade, ii) tomar a decisão de escapar do perigo ora anunciado e iii) fugir do perigo, indo na direcção oposta.

Virar as costas ao perigo (fugir) é ilustração mais utilizada em toda a Bíblia para definir os conceitos arrepender e converter.

Todavia esses conceitos têm uma dupla aplicação, servem tanto para tornar-se filho de Deus, como voltar a comunhão com ele.

A guisa de conclusão

As pessoas se tornam filhas de Deus, crendo no que a Bíblia diz a respeito da Vida e Obra de Jesus de Nazaré.

Se as tuas respostas as afirmações a respeito de Jesus forem sim, então, tu és filho de Deus e tens a vida eterna, se forem não, então és filho da desobediência, (cf. Efésios 2:2), e estás sujeito a ira de Deus.

N/o

Vida e Obra de Jesus

Filho de Deus

Filho da desobediência

1

Teve um nascimento virginal

Sim

Não  

2

Não cometeu nenhum pecado

Sim

Não

3

Transformou a água em vinho

Sim

Não

4

Multiplicou pães e peixe 

Sim

Não

5

Expulsou demónios

Sim

Não

6

Curou milagrosamente

Sim

Não

7

Ressuscitou mortos

Sim

Não

8

Andou sobre o mar

Sim

Não

9

Morreu pelos pecados da humanidade

Sim

Não

10

Ressuscitou dos mortos no terceiro dia

Sim

Não

11

Ascendeu aos céus onde vive

Sim

Não

12

Voltará para julgar a humanidade

Sim

Não

Por: Serafim Armando Quintino

 
 
 
 

Páscoa, a celebração da liberdade

p2011  

A Páscoa é das instituições Judaicas que foram catapultadas para o Cristianismo, a que melhor exprime a essência da Vida e Obra de Jesus de Nazaré. Na verdade é a única que o próprio Senhor Jesus reconfirmou a validade: «Chegada a hora, pôs-se Jesus a mesa, e com Ele, os apóstolos. E disse-lhes: Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do meu sofrimento…»; (cf. Lc 22:14-18).

Ao enviar o Espírito Santo 50 dias após a Páscoa Jesus (ressurrecto) confirmou que o Pentecostes também era válido para o Cristianismo, «ao cumprir-se o Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar, de repente veio do céu um som como de um vento impetuoso e encheu toda a casa em que estavam assentados…», (cf. At. 2:1-4).

O mesmo já não se pode dizer em relação, por exemplo, ao Sábado e ao Dízimo, só para citar algumas! Certamente que serei criticado por aqueles que defendem que o Sábado e o Dízimo são instituições fundamentais para o Cristianismo.

Todavia, o facto é que nos Evangelhos encontramos frequentemente o Senhor Jesus a discutir com os Fariseus, Saduceus e Escribas sobre um conjunto de Leis e princípios basilares do Judaísmo que Ele subalternizava frente a necessidade de se observar uma Lei maior; a Lei do amor ao próximo. Por exemplo, em relação ao Sábado; Ele disse o seguinte: «… o Sábado foi estabelecido por causa do homem e não o homem por causa do Sábado.», (cf. Mc 2:27).Na chamada parábola do Bom Samaritano, o Senhor Jesus deixa bem claro que a obrigatoriedade do sacerdote não se contaminar com um cadáver que não seja de um familiar directo (cf. Lv 21: 1-2, 11); deveria ser anulada frente a necessidade de socorrer uma vida.

Sobre o Dízimo o senhor Jesus disse ser importante, mas não tanto quanto muitos dirigentes de Igrejas pregam «Ai de vós escribas e fariseus hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: A justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém fazer essas coisas [dar o dízimo] sem omitir aquelas [praticar a justiça, a misericórdia e a fé].» (cf. Mt 23:23; Lc 11;42).
Ora, porque a Páscoa era tão importante para o Senhor Jesus, ao ponto de desejar ansiosamente celebrá-la com os seus discípulos antes de morrer e, conferir-lhe um novo significado? (cf. Mt.26:26-30, Mc 14:22-26, Lc 22:19-20). É que, mais do que a necessidade de descanso (Sábado) e de honrar a Deus com os seus bens (Dízimo), o ser humano tem necessidade de liberdade! E foi para libertar o ser humano que Ele tinha vindo ao Mundo.
A história da humanidade é uma história de lutas contra três tipos de forças que a oprime: as forças da natureza, o egoísmo, e a morte.
O desejo de se emancipar, colocar-se acima dessas forças tem sido o móbil de todas as revoluções.
O ser humano sempre quis ter mais domínio sobre a natureza, sempre quis voar, colocar-se acima da natureza, por isso desenvolveu as ciências naturais e de engenharia, que mal ou bem vão ajudando-lhe a dominar essa ou aquela Lei da natureza e tirar algum proveito disto.

Também sempre quis ter um maior autodomínio, que resultasse numa sociedade mais fraterna, generosa, enfim altruísta. Por isso criou a religião, a filosofia e todas as outras ciências humanas; contudo sem muito sucesso.

Finalmente o ser humano sempre quis ser eterno. Aliás, ele traz dentro de si a eternidade – a prova disto é que as células do corpo humano têm capacidade de se rejuvenescer, mas mesmo assim ele morre! Daí, a sua maior frustração.
Tendo sido feito para viver eternamente, o ser humano, morre… morre, mais por acção de forças endógenas (pecado) do que exógenas (natureza). Por isso combinando todo o conhecimento que acumulou ao longo da sua breve história na terra, a humanidade procura, sem sucesso, desembaraçar-se da morte.

E então de repente, surge um Libertador, não tão de repente assim, pois Ele foi preparado, por Deus, diante «… de todos os povos…», (cf. Lc 2:31-32).
Em Jesus de Nazaré, o velho sonho de dominar as forças da natureza, superar o egoísmo, e viver eternamente se cumpriu. Pela primeira vez na história da humanidade um homem anda sobre as águas do mar sem ajuda de um barco, «Eles, porém, vendo-o a andar sobre o mar, pensaram tratar-se de um fantasma e gritaram.», (cf. Mc 6:49); obriga a água, transformar-se em vinho, «Tendo o mestre-sala provado a água transformada em vinho … o chamou o noivo e lhe disse: Todos costumam pôr primeiro o bom vinho e, quando já beberam fartamente, servem o inferior…»; cura doenças com simples palavras, «Ao vê-los disse-lhes Jesus; Ide mostrai-vos ao sacerdote aconteceu que indo ele ficaram purificados.», (cf. Lc 17:14).

Alguém dirá, essas não são grandes novidades, pois, profetas e até mágicos também fizeram proezas do género! «Fizeram Moisés e Arão como o Senhor lhes havia ordenado: Arão levantando o bordão, feriu as águas que estavam no rio, a vista de Faraó e seus oficiais, e toda a água do rio se tornou em sangue … Porém, os magos do Egipto fizeram também o mesmo com as suas ciências ocultas, de maneira que o coração de Faraó endureceu…»; (cf. Ex 7:20-22-) … Um homem vence, efectivamente, o egoísmo, pois, Jesus de Nazaré é tão altruísta que andava de cima para baixo a ensinar, curar e aliviar a fome e o sofrimento dos outros sem receber dinheiro em troca – Alguém dirá, muitos profetas, fundadores de religiões e até políticos fizeram o mesmo – nem prejudicou (pecou contra) pessoa alguma!..

O Homem de Nazaré devolveu, pela primeira vez, a vida a uma pessoa que esteve morta por 4 dias, «Chegando Jesus, encontrou Lázaro, já sepultado havia quatro dias… Então ordenou Jesus tirai a pedra. Disse-lhe Marta, irmã do morto: senhor, já cheira mal, por que já é de quatro dias.», (cf. Jo11:171-46); E por fim, Ele mesmo volta a vida depois de ter estado 3 dias na sepultura, (cf. Mt 28:1-10; Mc 16:1-8; Lc 24:1-12; Jo 20:1-10). E agora?!

Só resta gritar, Hurra! Vitória! Um dos nossos, o Filho do Homem, o seu título preferido, conseguiu superar essa terrível limitação. Nisto é sem igual. Com isto ele demonstrou que seguindo os seus passos você pode, ainda nessa vida, evitar o pecado que é, em ultima instância, a causa de todo teu sofrimento, e quando Ele voltar, se estiveres morto, ressuscitares para a vida eterna.

Não precisas reflectir muito para perceber que atrás de qualquer infelicidade está uma falha… O pecado é exactamente isso, falhar o alvo. E o alvo é (imitar o modelo), Jesus Cristo! O alvo é pensar, comportar-se, enfim, viver, como Jesus Cristo. Ámen!

Luanda, 24 de Abril de 2011.

Por Serafim Quintino (Foto acima de uma das paisagens de centro de retiros na Alemanha 2006 por F.P.Mandavela)

 
     

Sumiu o Medo de fazer o teste Voluntário

   
Sala de testagem voluntaria  

Doze (12) Jovens de ambos os sexos terminaram recentemente a formação de activistas e conselheiros do VIH e SIDA na cidade do Lubango, uma actividade que culminou com a testagem voluntá, no sábado dia 26 de Março de 2011. A actividade é parte do já conhecido projecto “O Atalaia”, pertecente ao Grupo Bíblico de estudantes Cristão de Angola GBECA, coordenado por Canda Justino.

((Leia mais em notícias)

     
 

Judeus Na Corte Babilónica

   
A Bíblia é cheia de estórias fascinantes. A narração da criação em Génesis, é sem dúvida uma delas. A sua lógica, como por exemplo, o surgimento da água e da luz antes das plantas. Pois elas não sobreviveriam sem estes dois elementos da natureza. O surgimento das plantas  antes dos animais, viriam  a ser criados no dia seguinte para que servissem de alimentos. Todas estas  coisas narradas nos capitulos 1 e 2 de Génesis deixam a ciência estupefacta, na medida em que se acredita que ela tenha evoluido mais depois que se libertou da religião.  Mesmo quando a ciência lutava para descobrir os fundamentos sobre os quais se assentava a terra, como se ensina ga geografia da 7ª classe, Job, um dos personates mais intrigantes da Bíblia afiramava o seguinte “O norte estende sobre o vazio; suspende a terra sobre o nada. Prende as águas em densas nuvens e a nuvem não se rasga debaixo dela” Job 26:7-8. Ainda hoje a NASA e outras agências espacias continuam a explorar o espaço. Na verdade o norte está mesmo estendido sobre o vazio e a terra, enternamente suspensa sobre o nada. (para ler todo o artigo abra o link noticias)   Paulo

 

 

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GBECA Forma Novos Ativistas Através do Projecto de VIH/SIDA "O Atalaia"

 

Quatorze (14) jovens de ambos sexos terminaram este sábado 19 de Março também conhecido como dia do pai, uma formaçao de Activistas e Conselheiros, nos Escritório do GBECA no Lubango na Provincia da Huíla. A formaçao é uma acçao inserida no projecto de prevençao e Luta contra o VIH e SIDA  “O Atalaia”. mais

Claudio

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Se estivesse em vida teria completado  
60 anos no dia 14 de Março

   

Ex Secretario Geral da AEA

 

Não tive tempo suficiente para recolher mais dados sobre a vida e Obra do Pr. Octávio Fernando, pois a ideia de trazer para esse espaço uma breve biografia daquele que em vida foi o Secretário Geral da Aliança Evangélica de Angola (AEA), cargo que exerceu por 16 anos, e o pregador mais apreciado dos cultos ecuménicos organizados pela AEA, CICA e CEAST e mais tarde COIEPA só me ocorreu um dia antes do seu aniversário.
Octávio Fernando nasceu no dia 14 de Março de 1951 na Kilenda, Província do Kwanza Sul, onde viveu até concluir o ensino primário e a semelhança de toda a criança que nasce fora de uma cidade capital deixou a sua terra natal para continuar os seus estudos. Após o serviço militar (serviu o exército Português) trabalhou no BNA (Banco Nacional de Angola) de 1976 à 1986, ano em que foi consagrado a pastor e assumiu a liderança executiva da AEA, na época, Associação dos Evangélicos de Angola.

Converteu-se ao cristianismo na Igreja Assembleia de Deus, mas na década de 70 mudou-se para a Igreja Cristã Evangélica de Luanda (ICEL), que mais tarde adoptou a designação de ICEA (Igreja Cristã Evangélica de Angola) por influência de seu primo e tutor, o Pr. António João, em cuja casa viveu, até se casar em 1977, com a Sra. Ou se preferir, diaconisa Carolina Guia Manuel, ele com 26 e ela 17 anos. Deste casamento resultaram 6 filhos, sendo 3 meninas e 3 rapazes, nomeadamente, por ordem de nascimento: Noelma, Romiana (Tonicha), Jesuina (Gina), Misael (Misa), Eliezer (Eli), e Maro.

Todavia, Octávio Fernando era pai de 4 meninas, pois teve, uma (fora do casamento) antes de se casar a quem deram o nome de Ana.

Não pude falar com pessoas que lhe viram crescer, porém a minha esposa (Júlia Carla Quintino) que é sobrinha dele contou-me a história de que, quando bebé, ficou vegetal (não andava nem falava) até por volta dos 7 anos de vida. Por causa disso os pais decidiram desfazer-se dele, deitando-o no rio. No dia em que pretendiam fazer essa macabra operação o menino animou-se, começou a andar e a falar.

Octávio Fernando caiu doente no dia 28 de Dezembro de 2003 e faleceu (5 anos depois) no dia 13 de Fevereiro de 2009, depois de ter perdido um filho, 2 anos antes. Eli, o 5º filho morreu, no dia 9 de Fevereiro de 2007, vítima de um tumor no estômago.

Uma das filhas, com quem conversei, a Gina, que se descreve como tendo sido «a mais mimada» disse: «o papá era o máximo… ele levou-me a escola no primeiro dia de aulas… conversava comigo, era muito amigo, contava-lhe segredos, [que não quis contar porque a mãe estava ao lado] … era um pai presente».

Não conseguia lembrar-se de tê-lo visto muito preocupado, mas lembra-se que ele dizia com frequência que não gostaria morrer sem que o Maro tivesse mais de 15 anos.

Segundo Faustino Paulo Mandavela, (Secretário Geral do GBECA no período 2000-2009) uma das pessoas com quem ele partilhava, e com muito boas recoradações dele, durante uma palestra no Huambo (foto acima) sobre o ‘Custo da Liderança’ no seminário organizado pelo GBECA no Huambo em Maio de 2003 com cerca de 35 estudantes vindos de 8 províncias (Luanda, Cabinda, Benguela, Huila, Namibe, Bié, Huambo e K.Kubango) ele terá repetido as minhas palavras. Referia-se  na altura a cartas anónimas que recebia, e algumas de colégas de ministério, aconselhando-lhe à cautela, por causa das suas pregações que eram muito contundentes contra a corrupção e outros males de que o país enfermava (e ainda enferma). Neste encoutro que trouxe muitas lágrims aos presentes, quando o viram a lagrimar, ele disse: “tenho pedido a Deus que se tiver que morrer deixe Ele que o meu filho cassula cresça, porque não vejo igreja que possa cuidar de um órfão, e ainda, órfão do Octávio”.

Era um bom marido – disse a esposa – mas era rabugento, quando ele virava, virou mesmo, «capilupilu», expressão da língua ngoya que significa, virou, virou, (risos). Por causa dessa faceta da sua personalidade todos na família chamavam-lhe, «capilupilu»!  

– Era presente e romântico; oferecia flores – acrescentou a filha – (risos).
Geralmente quando voltasse de uma viagem íamos dormir fora [num hotel]! Um dos momentos mais alegres foi quando fizemos 25 anos de casado, foi uma que esperamos muito. Ele dizia vou me casar de novo!

Questionadas sobre a sua posição em relação a política, se alguma vez mostrou estar preocupado com alguma coisa e se ainda era disciplinado com a sua saúde.

Ambas, mãe e filha responderam: Em relação a política; ele acompanhava mais não seguia os outros… tomava medicamentos e muito café (risos).

O GBECA, ainda de acordo com Paulo Mandavela, foi sem dúvida uma das organizações que mais se beneficiou da coragem ministerial do pastor Octávio especialmente nos anos desérticos de 1987 quando estudantes  universitários cristãos foram expulsos do ISCED (do Lubango). Acto consequente  alguns deles incorporados compulsivamente nas  então Forças Armadas Populares de Libertação de Angola – FAPLA, outros suspensos e ou ainda transferidos para municípios como a  Jamba, também chamda de mineira, desreipeitando a lei de adiamento militar de que beneficiavam, sob acusação única de haver no lar um grupo clandestino que se reunia para orar. Nesta altura os estudantes haviam distribuído um documento em sua defesa a todos os departamentos da esfera ideológica do MPLA, e a Presidência da República, a Reitoria  e a ex Assembleia do Povo. Por isso,  e de modos a preservar o seu contributo, o GBECA tem considerado a possibilidade de recolher dados e publicar, a sua biografia e obra.

Luanda, 15 de Março 2011.

Serafim Quintino

 

Nós queremos a paz!

   
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Foi com este slogan que muitos angolanos mobilizados pelo MPLA saíram a rua de muitas cidades capitais de províncias em reacção a uma anunciada manifestação que teria lugar no dia 7 de Março para, a semelhança do que muitas pessoas de três países (árabes) do norte de África fizeram. Tal marcha teria sido convocada, de acordo com informaões colocadas na internet, para exigir a demissão do presidente José Eduardo dos Santos, há 32 anos no poder em Angola. 

Ninguém se lembrou de fazer as estatísticas, mas acho que a palavra paz terá sido a mais pronunciada nesse lapso de tempo que vai do anúncio do protesto anti-governo do MPLA a chamada «marcha patriótica para a paz».

Tenho o hábito de, quando tenho tempo, comentar alguns artigos no site www.angonoticias.com, se bem que os seus autores não conseguem disfarçar a sua simpantia…

Num desses artigos estava o Sr. Bento Raimundo, nas vestes de empresário a falar da necessidade de se preservar a paz!

Será que seremos capazes de preservar a paz por muito tempo?! Pensei. Entretanto veio-me na mente o seguinte pensamento: a paz é irmã gémea da justiça… então, deixei naquele site o seguinte comentário: Sr. Empresário a paz não vem com discursos, a paz é o efeito da justiça, «… a justiça e a paz se beijaram» (Bíblia, Salmos 85:10). Se quiseres realmente a paz então comece por ser justo com os seus empregados…  
Ora, como vai o país em termos de justiça, sobretudo a justiça social e económica?! A resposta que você der vai determinar se preservaremos a paz por muito tempo ou não. Não fui eu que estabeleci a relação causa efeito entre a justiça e a paz. Foi Deus.

Luanda, 8 de Março de 2011.

Serafim Quintino

Estudantes do GBECA, Visitam Muxima


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Configuração Geográfica:

Um grupo de dez estudantes e profissionais cristãos visitaram no passado dia 5 de Fevereiro a localidade da Muxima. A visita enquadra-se na combinação de um trabalho de pesquisa que estudantes americanos da Universidade Baptista da Califórna estão a fazer sobre a presença da igreja evangélica em Angola e de outras confissões de fé, e um programa do Grupo Bíblico de Estudantes Cristãos de Amgola, GBECA denominado, Misssões de curto prazo. Os estudantes quiseram saber que outras igrejas se encontravam na localidade além da ja conhecida internacionalmente,

Igreja da Muxima, e que necessidades levavam os peregrinos àquela localidade. Muxima, é a sede do município de Quissama, rodeada a norte pelo município de Icolo e Bengo, com a qual faz fronteira natural através do rio Kwanza, a oeste pelo mar na região de treinos das tropas especiais dos comandos, no Cabo Ledo, a Sul pelo Porto Amboim e a Sdoeste pela cordilheira de montanhas que desembocam no município Kwanza Nortenho do Dondo. De clima húmido, Mixima é serpenteado pelo Rio Kwanza de cuja a grandeza e cumprimento deriva o nome da moeda nacional.

O município de Quissama, de acordo com Serafim Quintino, consultor idependete e natural da daquelas cercanias, comtém uma das maiores florestas de imbomdeiros da África. Na sua quietude, Muxima encerra um mistura de místico e belo. Do alto da forteleza construída pelos portugueses na década em 1655 sob comando do Capitão Francisco Denavaesafes para fazer face ao poder guerreiro do povo Sama, que resistia tenazmente ao tráfegode escravos, pode-se comtemplar, a pequena Capela da Nossa Senhora da Muxima, destino custumeiro de peregrinos vindos de diversas partes do mundo com objectivos de fazer pedidos a mãmã. Ocasiões há que se ultrapassam a cifra de cento e cinquenta mil peregrinos.

Segundo Serafim Quintino, um filho da terra, “a fortaleza da Muxima é uma estrutura militar construida no s’eculo XVII com duas final.idades: apoiar a penetração das expedições portuguesas no interior de Angola e assegurar (contra os ataques dos povos rebeldes da Kissama) a integridade dos barcos negreiros que traziam escravos comprados na praça de Massangano para a chamada casa grande (actual museu da escravatura) onde eram baptizados antes de embarcaram para o então chamado novo mundo (o continente americano).”

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Religião:
A religiao do povo da Kissama, segundo Serafim Quintino é monoteísta e tal como todos os povos bantus os Sama aproximavam-se a Deus Altíssimo, Sukeko, cujo nome pessoal é Inaueza, atrabvés de sacerdotes que buscavam a sua protecção por intermédio dos antepassados fundadores dos clãs. Para o efeito ,os sacerdotes levavam aos cemitérios (mwendambo) desses antepassados oferendas, como, comida e bebida. Cada povo tem os seus próprios jindambo e, busexi, nome original da actual vila da Muxima era um desses lugares. Na tentantiva de “extinguir” as práticas religiosas tradicionais dos Sama, entao consideradas satánicas, a Igreja Catolica mandou construir no mesmo lugar o templo hoje
conhecido por Igreja na “ Nossa Senhora da Conceicao” que reune anualmete na primeira semana de Setembto milhares de fieis Catolicas e de outras confiss~oes religiosas, de todas partes de Angola e do exterior.
Outras Confissões fé:

Hoje a localidade da muxima regista a presença de outras confissões religiosas. Na pequena digressão efectuada pelos dois bairros que compõe a localidade, pode-se notar a presença de outras igrejas como, a Igreja Metodosita Unida IMUA, a igreja Evangélica Pentecostal em Angola- IEPA, duas igrejas tradicionais membros do Conselho das Igrejas Cristãs, CICA e da Aliança Evangélica de Angola , AEA, respectivamente. Além destas a localidade regista ainda a presença de uma salão do reino e uma Igreja do Bom Deus no Bairro Pita e da comunidade Baptista do Espírito Santo no Bairro catondo.

O Grupo deteve-se com duas destas igrejas, os Líderes e alguns membros da igreja Metodista e da Comunidade Baptista do Espírito Santo. Neste última, não fosse a presença do filho da terra que comunica com a comunidade fluentemente na língua local, Quimbundo, a delegação teria descalçado para aceder ao interior daquele lugar santo. Tanto numa como na outra o conceito salvação, de uma maneira geral, é definido como sendo resultado das acções boas praticadas pelos seres humanos. Raras vezes, os nossos respondentes se referiram a morte sacrificial de Juasus Cristo para remissãos de pecados, o que nos fez pensar que existe uma necessidade de se voltar aos fundamentos do Cristianismo. A proxima Visita do Grupo de Estudantes Cristãos de Angola, GBECA realizar-se-há numas das aldeias do município do Gulungo Alto, província do Kwanza Norte a partir de 3 a 8 de Março do corrente ano.

Não deixe de ler, nos proximos dias a notícia da visita da semana passada a Kixinge, um localidade remota pertecente ao município da Quissama, localizada ha 35km do município do Dondo pelo estudantes bem como testemunhos dos estudantes que participaram desta viagem. Na página feedback, poderá enviar os teus comentários as notícias aqui publicadas. Por enquanto estes comentários serão analisadas e publicadas, não sendo automáticamente regenerativas como acontece em muitos sites, pelo facto deste site, encontrar-se em construção. Contudo nao deixe de comentar que vamos publicar vossos comentarios. Esperamos pelo menos actualizar as informações semanalmente.
Por( F.P.Mandavela)
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